O Dia Mundial dos Oceanos é celebrado em 8 de junho para promover a conservação dos mares. Em 2026, a meta de proteger 30% dos oceanos até 2030 já alcançou 10% globais, com avanços marcados por novas áreas protegidas e desafios de proteção efetiva.
_No âmbito das novas áreas estudadas, o mundo abriu caminho para mais MPAs._ Indonesia e Thailandia adicionaram 284 regiões marinhas protegidas. Ghana criou sua primeira MPA, Greater Cape Three Points, após mais de 15 anos de esforços. Em 2025, Pakistan assegurou a proteção da lagoa Miani Hor, hotspot de biodiversidade.
Na Polinésia Francesa, território ultramarino controlado pela França, foi criada em 2025 a maior MPA do mundo, cobrindo toda a zona econômica exclusiva, com cerca de 4,8 milhões de km² de oceano sob proteção oficial.
Desafios na proteção efetiva
Apesar dos avanços, especialistas destacam que nem todas as MPAs oferecem proteção suficiente. Em várias partes da Europa, o arrasto de fundo continua permitido em áreas protegidas, prejudicando o leito marinho e envolvendo dezenas de espécies, inclusive algumas ameaçadas.
Recentemente, tribunais têm sinalizado medidas para frear a prática. Um veredito neerlandês restringiu o arrasto destrutivo em áreas protegidas, enquanto no Reino Unido cresce a pressão por maior efetividade, diante de chamadas por políticas mais rigorosas.
Planos e movimentos regionais
Em Chile, um grande plano de proteção oceânica ficou em suspenso após mudança administrativa: duas MPAs ampliadas para 337 mil km² receberam proteção por um dia, mas foram suspensas pelo novo governo. Fala-se em tramitação que pode retomar o processo.
Na África do Sul, há movimento para ampliar a proteção da Great African Seaforest, o conjunto único de kelp em expansão ao longo da costa atlântica. Ativistas e cientistas defendem ampliar a proteção para manter o ecossistema em expansão.
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