Um achado arqueológico na China revelou a presença de uma bebida semelhante à cerveja, datada de cerca de 2300 anos. A descoberta ocorreu em uma tumba do século IV a.C., a poucos quilômetros da Muralha da China, na região de Ningxia, perto de Guyuan. A peça central é uma garrafa de bronze contendo aproximadamente 3,7 litros do líquido.
Análises apresentadas no Journal of Archaeological Science: Reports indicam 23 classes de compostos orgânicos, entre eles aminoácidos, ácidos graxos e carboidratos, além de 8.571 células de fermento. A presença de milheto, trigo e cevada confirma que se trata de uma bebida alcoólica à base de cereais, não de frutas.
Os resultados sugerem um processo de brassagem refinado para a época, com datação entre 547 e 221 a.C. A tumba pertence ao período dos Reinos Combatentes, próximo à Grande Muralha. A bebida pode ter servido como oferenda para facilitar a comunicação com o mundo espiritual.
Contexto histórico
A pesquisa reforça a prática de inumação com bebidas fermentadas nas civilizações antigas, usadas como oferenda funerária. Estima-se que as primeiras fermentações no território remontem a 7000 a.C., com cervejas a partir de cereais surgindo há cerca de 5000 anos.
Comparações regionais
A descoberta chinesa se soma a achados europeus, como na Polônia, onde análises revelaram traços de álcool em potes funerários de cerca de 4500 anos. Avanços analíticos permitiram identificar bebidas fermentadas em contextos cerimoniais de distintas origens.
Entre na conversa da comunidade