A exploradora publicação descreve um fenômeno inusitado na região de Badenoch, nos Cairngorms: árvores crescendo a partir de outras árvores. O destaque é um pinheiro escocês em miniatura surgindo seis pés acima, no entalhe de uma bétula antiga.
Ao longo das caminhadas, surgem mais exemplos desse encontro entre espécies. Um sorveiro rowan e uma bétula parecem brotar do mesmo tronco, enquanto um azevinho e uma espinheira-silvestre parecem entrelaçados, levando a uma investigação detalhada das folhas, galhos e cascas.
Especialistas explicam dois processos naturais. Em alguns casos, galhos se roçam ao vento, o que desgasta a casca e provoca fusão entre as árvores, compartilhando vasos e nutrientes. O fenômeno é conhecido como inosculação, ou “árvore marido e mulher” na tradição popular.
O segundo fenômeno é diferente: o que o observador chama de “árvore voadora” é um epífito. Uma semente cai em madeira em decomposição ou fendas cobertas de musgo, germina e se sustenta com luz, chuva e ar, sem consumir nutrientes da árvore hospedeira.
Epífitos comuns incluem samambaias e musgos, com orquídeas entre as opções menos comuns. A situação pode ser passageira, pois o epífito raramente envia raízes para o solo, o que limita seu crescimento e vida útil.
Em outra ocorrência, uma bétula jovem emerge de uma garra de raiz de um pinheiro escocês antigo, criando um encontro inusitado entre vida e madeira morta. Nesse caso, a união envolve não apenas espécies distintas, mas o vivo e o já inerte.
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