Um estudo publicado na revista Palaeontology revelou o maior escorpião já registrado, de cerca de 1 metro de comprimento e pinças de 16 cm. Batizado de Praearcturus gigas, ele viveu há 415 milhões de anos, no Devoniano Inicial, antes das florestas modernas.
Fósseis encontrados no atual Reino Unido mostram que esse aracnídeo gigante era um dos principais predadores da época, dominando ambientes ainda dominados por pequenos artrópodes.
Pesquisadores do Natural History Museum e da University of Manchester reexaminam os espécimes usando técnicas modernas de imagem para confirmar a identificação como escorpião gigante.
A equipe sugere que o animal tinha estilo de vida semiaquático, com adaptações semelhantes às de crustáceos modernos. A água proporcionava sustentação extra ao corpo.
Essa condição facilitaria o gigantismo, já que o ambiente aquático reduz limitações físicas de grandes predadores terrestres. O estudo também aponta ausência de grandes rivais terrestres.
Os fósseis indicam que Praearcturus gigas ocupava o topo da cadeia alimentar em planícies alagadas da região que hoje corresponde à Inglaterra e ao País de Gales.
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