Um estudo publicado na Nature Medicine aponta que um novo medicamento chamado apitegromab pode ajudar pacientes que fazem uso de jabs de obesidade a reduzir a perda de músculo associada à rápida redução de peso. A pesquisa envolve 102 adultos, na maioria mulheres, acompanhados por seis meses. O resultado aponta preservação de músculo com a terapia adicional ao tratamento de obesidade.
Os participantes receberam Mounjaro, um medicamento GLP-1, sozinhos ou combinado com apitegromab. Ao todo, quem utilizou a combinação manteve mais músculo enquanto perdia gordura, conforme exames corporais. O ganho de músculo foi estimado em cerca de 1,9 kg, equivalente a 55% a mais de massa magra.
Especialistas ressaltam que os efeitos ainda precisam ser validados em estudos maiores e por mais tempo antes de qualquer indicação clínica ampla. A pesquisa é vista como evidência inicial, não como confirmação de benefício clínico definitivo.
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O termo descreve a redução rápida de gordura e tecido, que pode resultar em mudanças no contorno corporal, incluindo o glúteo. Médicos estatísticos destacam que o efeito é mais sobre o emagrecimento acelerado do que sobre a ação do medicamento em si. A gliptina de GLP-1 não é indicada como solução estética.
A discussão envolve ainda recomendações de estilo de vida: comer adequadamente e treinar força para manter a massa muscular. Pacientes costumam ser orientados a atividades físicas regulares e a ingestão proteica suficiente para suportar a musculatura durante a perda de peso.
O apitegromab é administrado por via intravenosa em ensaios clínicos. A empresa responsável financia a pesquisa e avalia, no futuro, a possibilidade de autoaplicação com caneta similar às jabs de GLP-1.
Em testes com Mounjaro, o grupo que recebeu apitegromab preservou massa magra de cerca de 14,6% da perda total de peso, frente a 30,2% no grupo controle. A diferença indica menor dependência de massa muscular entre os que usaram o novo tratamento.
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