O episódio de 2024 mostrou o aparecimento de slumping (murcha) em corais moles ao longo de um trecho de 80 quilômetros da costa sul de Jeju, ilha sul-coreana. A equipe liderada por Paran Ocean Citizen Science Center acompanhou o fenômeno, registrado por Yoon e outros pesquisadores. A gravidade ainda é desconhecida e não existem dados consolidados sobre recuperação ou recuperação total.
Jeju, maior ilha da Coreia do Sul, fica a sudoeste do continente e abriga dezenas de ilhotas ao redor. As águas da região recebem influências de rios como o Yangtzé, o que pode alterar salinidade e qualidade da água. Corais moles, entre outras espécies, formam ecossistemas marinhos relevantes para a biodiversidade local.
Soft coral é um grupo com definições variadas entre especialistas. Algumas classificações incluem Octocorallia sem eixo central, o que resulta em estruturas mais flexíveis, enquanto outras consideram espécies com eixo como parte de grupos diferentes. A definição atual é objeto de debates entre pesquisadores.
Isto ficou evidente quando fotos e vídeos compartilhados mostraram corais moles na região indicando perda de forma, com alguns amolecidos, dobrando-se ou deitados no fundo. Anna Kim destaca que ainda não há evidência de repetição em 2025, mas que o caso de 2024 permanece único na escala observada.
Os pesquisadores apontam possíveis causas, incluindo estresse térmico e mudanças de salinidade. Em 2024, fortes chuvas na China aumentaram o aporte de água doce ao mar em Jeju, reduzindo a salinidade local e possivelmente afetando a fisiologia dos corais moles. A equipe também analisa fatores como turismo submarino, mergulho, pesca e poluição.
Há debate sobre a efetividade de áreas protegidas. O governo sul-coreano designou áreas ao redor das ilhas Munseom e Beomseom como MPAs para proteger corais, mas críticos consideram que há falhas na aplicação e fiscalização. Pesquisadores ressaltam a necessidade de monitoramento contínuo e dados quantitativos.
Especialistas destacam a possibilidade de novo evento, especialmente com previsões de El Niño mais intenso. O monitoramento contínuo de Jeju é visto como essencial para entender drivers de mortalidade e antecipar impactos futuros, mantendo o ecossistema de corais moles sob observação constante.
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