O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, a NOAA, confirmou hoje a formação do El Niño no Pacífico tropical e emissou alerta. O fenômeno já está ativo no oceano, com aquecimento acentuado da superfície e sinais de resposta atmosférico nos ventos.
Segundo a NOAA, as temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e tropical superaram 0,5°C acima da média, critério utilizado para definir o evento. Além disso, houve mudanças nos ventos do Pacífico equatorial, indicando ajuste da atmosfera ao aquecimento oceânico.
A previsão de junho aponta 63% de chance de um El Niño muito forte entre novembro e janeiro, o que colocaria o evento entre os mais intensos já registrados desde 1950. Meteorologistas destacam que o contexto de aquecimento global pode ampliar impactos.
No Brasil, os efeitos variam conforme a região e a época do ano, com pico esperado entre novembro e janeiro. Historicamente, o sul tende a ter mais chuvas, aumentando o risco de temporais; o Norte e parte do Nordeste podem ter redução de precipitações, agravando secas; Sudeste e Centro-Oeste devem enfrentar padrões climáticos mais irregulares.
O El Niño e o La Niña compõem a oscilação ENSO no Pacífico Equatorial, mas possuem impactos distintos no clima. O aquecimento anormal das águas caracteriza o El Niño, associado a chuvas intensas no Sul e redução no Nordeste, em contraste com o La Niña, que costuma trazer o oposto. Especialistas ressaltam que mudanças climáticas podem intensificar esses efeitos.
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