O estudo, publicado na revista Science, apresenta o primeiro mapa global das redes subterrâneas de fungos. A pesquisa estima que a extensão total dessas redes chegue a cerca de 110 quatrilhões de quilômetros.
Segundo os pesquisadores, a rede é formada por fungos micorrízicos arbusculares e é essencial para a vida e para a regulação do clima. Ela estabelece relações simbióticas com cerca de 70% das espécies de plantas terrestres.
A publicação destaca que a rede transporta aproximadamente quatro bilhões de toneladas de CO₂ equivalente ao solo a cada ano, representando cerca de 11% de todas as emissões humanas de CO₂.
Alcance e importância ecológica
Ecossistemas de pastagens e savanas concentram ~40% de toda a infraestrutura fúngica, incluindo áreas como os pântanos do Sudão do Sul, os Everglades e o planalto tibetano. Muitos desses ambientes estão mal protegidos.
A degradação dessas redes pode reduzir a capacidade de armazenamento de carbono e a reciclagem de nutrientes, impactando a produtividade de plantas e resistência a secas ou erosões. Em terras agrícolas, a densidade de redes fúngicas é cerca de 50% menor.
Implicações para solo e clima
A diminuição da integridade da malha de fungos compromete o armazenamento de carbono no solo e a circulação de nitrogênio e fósforo. A preservação da saúde do solo é apontada como crucial para a mitigação das mudanças climáticas.
Sob supervisão de Carolina Figueiredo
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