Um estudo publicado em 28 de maio no Evolutionary Journal of the Linnean Society aponta que diferentes subespécies de carriças insulares evoluíram de forma independente. A pesquisa investiga as “síndromes insulares”, conjunto de traços decorrentes de pressões ecológicas locais.
Os cientistas analisaram quatro subespécies de carriças-das-ilhas em arquipélagos da Escócia. Observam gigantismo insular em duas dessas populações, fenômeno em que o tamanho aumenta em relação aos parentes continentais, como já observado em tartarugas-gigantes.
Os autores destacam ainda maior longevidade, menor taxa de reprodução e menor capacidade de voo entre aves insulares, características associadas a síndromes insulares em várias espécies ao redor do mundo.
O que foi estudado
As subespécies investigadas são de Shetland, Fair Isle, Outer Hebrides e St Kilda, todas geograficamente isoladas, mas expostas a ambientes parecidos. Diferenças genéticas entre as carriças de cada local variam, com Shetland e St Kilda sendo as mais distintas.
Resultados e interpretações
Na prática, as carriças de St Kilda apresentam gigantismo com massa de 13 a 16 g, frente 7 a 10 g da carriça inglesa. Em Shetland, o gigantismo também ocorreu, mantendo forte independência genética em relação a St Kilda.
Aves de Fair Isle e Outer Hebrides mostram semelhanças genéticas com a população continental. Segundo Michał Jezierski, da University of Birmingham, isso demonstra evolução insular paralela, com cantos, plumagem e proporções corporais divergentes entre arquipélagos.
Entre na conversa da comunidade