No início de junho, mais de 50 mil médicos e pesquisadores participaram do maior congresso de oncologia do mundo, em Chicago, EUA. O debate apontou avanços relevantes no combate ao câncer, entre eles o resultado de um estudo clínico com a daraxonrasib.
A daraxonrasib, um antineoplásico oral, dobrou a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas, considerado entre os mais letais. A demonstração ocorreu durante a programação do congresso, com aplausos de pé que chegaram a emocionar parte do público.
No Brasil, pesquisadores da USP de Ribeirão Preto anunciaram progressos expressivos com a terapia CAR-T Cell, que usa células imunológicas modificadas para atacar o câncer. Em dados preliminares, a abordagem atingiu quase 90% de eficácia em pacientes com linfoma.
A tecnologia CAR-T Cell foi desenvolvida inteiramente no Brasil, segundo as informações apresentadas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, indicou a intenção de incorporar o tratamento ao SUS, ampliando o acesso aos pacientes.
Entre os participantes do episódio do podcast O Assunto, a entrevista contou com o oncologista Fernando Maluf, cofundador do Instituto Vencer o Câncer, que explicou o funcionamento da daraxonrasib. Em seguida, Diego Villa Clé, da USP-Ribeirão Preto, descreveu o trabalho de pesquisa da CAR-T Cell no campus.
Paulo Pelegrino, um dos pacientes submetidos ao tratamento experimental, relatou partes do processo de remissão que apresentou até o momento. O episódio reuniu ainda os âncoras e a equipe do podcast para contextualizar as inovações em curso.
Fonte das informações: registro do congresso em Chicago e anúncio da USP-Ribeirão Preto. As notas destacam, ainda, a participação de pesquisadores brasileiros em pesquisas de ponta no tratamento do câncer.
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