A indústria de IA está revisando padrões de contratação. Antes da pandemia, o INE da Espanha estimava que a graduação em Filosofia tinha taxa de desemprego de 18,4%, acima da média. A observação era de que empregos eram pouco usuais para essa área. Hoje, a inovação tecnológica muda esse cenário.
Essa mudança ocorre mesmo com o temor de automação em diversos setores. A IA tem elevado a demanda por habilidades conceituais, que incluem pensamento crítico, ética e leitura de contextos complexos. Em consequência, áreas antes consideradas menos conectadas ao mercado passam a ser valorizadas por equipes de pesquisa e desenvolvimento.
A IA está buscando um filósofo
Há um mês, o pesquisador Henry Shevlin, da Universidade de Cambridge, anunciou em uma rede profissional a sua nomeação por uma das maiores organizações de IA, o Google DeepMind. Entre as áreas citadas, o foco será consciência artificial, inteligência artificial geral e a relação entre humanos e IA.
Esse caso não é isolado. O avanço da IA e os desafios associados ampliam o interesse de empresas do setor por formação filosófica. A tendência indica que o conhecimento sobre ética, epistemologia e racionalidade passa a integrar equipes que lidam com tecnologias emergentes.
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