Há um estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP que avaliou se a remoção do timo durante cirurgias cardíacas na primeira infância afeta a resposta à vacina contra a febre amarela. A pesquisa aponta que a proteção vacinal permanece adequada, mesmo com timectomia.
Foram estudados pacientes de 2 a 24 anos com transposição das grandes artérias, submetidos a cirurgia cardíaca antes dos 2 anos e vacinados contra a febre amarela. Os pesquisadores avaliaram células de defesa, moléculas regulatórias do sistema imune e a produção de anticorpos.
Os resultados mostraram redução em alguns componentes do sistema imune, mas a resposta à vacina permaneceu eficaz. Não houve evidência de deficiência imunológica clinicamente relevante após a timectomia.
Resultados e implicações
Os pesquisadores destacam que a vacinação continua segura e eficaz nesse grupo. O estudo contribui para orientar médicos e famílias no acompanhamento de crianças submetidas a esse tipo de cirurgia neonatal.
O trabalho integra a tese Avaliação da resposta imune à vacinação contra a febre amarela em pacientes timectomizados após cirurgia cardíaca neonatal, de Milene de Oliveira Reis, orientada por Paulo Henrique Manso, no Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente da FMRP.
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