Um estudo do Dog Aging Project, publicado na revista The Journals of Gerontology, aponta que sinais biológicos comuns aparecem em cães e humanos, ajudando a entender o envelhecimento. Os pesquisadores identificaram padrões metabólicos associados à longevidade e à mortalidade precoce.
Para chegar aos resultados, amostras de sangue de cães de um projeto de acompanhamento de longo prazo nos EUA foram analisadas. O objetivo foi encontrar sinais biológicos ligados à expectativa de vida dos animais e comparar com dados humanos.
Em vez de observar uma molécula isolada, os cientistas procuraram conjuntos de metabólitos que funcionam como uma assinatura biológica do organismo. Esses padrões apareceram de modo semelhante nas duas espécies.
Além da semelhança biológica, os cães são considerados bons modelos porque compartilham hábitos e ambiente com seus tutores, incluindo alimentação e rotina de exercícios. Defende-se que moléculas de risco ou proteção contra morte prematura são parecidas entre cães e humanos.
Implicações para pesquisa
As descobertas reforçam o valor dos cães de estimação como modelo para estudos de saúde a longo prazo e expectativa de vida, segundo a equipe do Dog Aging Project. A pesquisa sugere que aspectos do envelhecimento podem ser avaliados de forma comparativa entre espécies.
A diretora veterinária do projeto, Kate Creevy, afirmou que os resultados demonstram semelhanças importantes na biologia do envelhecimento e que os cães ajudam a entender fatores de saúde de longe duração. Ela destacou a relevância de modelos caninos para a área.
Entre na conversa da comunidade