O tratamento para insônia evolui, mas o estilo de vida continua determinante. Voluntários que receberam lemborexante tiveram mais de 60 minutos de sono extras por noite, segundo estudos publicados até 2020. A doença afeta cerca de 852 milhões de pessoas globalmente.
O lemborexante, comercializado no Brasil como Dayvigo, pertence aos antagonistas duplos do receptor de orexina (DORA) e atua sobre os receptores OX1 e OX2. O objetivo é favorecer o adormecimento ao reduzir sinais de vigília no cérebro.
Esses mecanismos contrastam com benzodiazepínicos, drogas Z e alguns antidepressivos usados off-label, que atuam debilitando a atividade do GABA. O uso prolongado desses fármacos pode trazer tolerância, dependência e sono de má qualidade.
Estudo SUNRISE
No SUNRISE 1, o lemborexante reduziu o tempo para adormecer em comparação ao placebo e ao zolpidem, com ganho de sono superior a uma hora por noite. O SUNRISE 2 confirmou benefícios de eficácia e segurança ao longo de seis meses.
Mais de 30% dos participantes em tratamento apresentaram resposta rápida para iniciar o sono, contra 18% no grupo placebo. A manutenção do sono ficou entre 30% e 35% nos grupos ativos, frente a 20% no placebo.
Abordagens não farmacológicas
Segundo especialistas, até 30% dos pacientes respondem bem apenas com terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I). Recentemente, parte do tratamento online facilita o acompanhamento.
A estratégia integrada envolve higiene do sono, controle de estímulos, restrição de tempo na cama, redução de ruídos e luzes, além de evitar cafeína e tabaco. A prática regular de atividade física completa o manejo.
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