A ciência avançou sobre como plantas carnívoras se fecham tão rápido. Um estudo publicado em 11 de junho na revista Science investigou o mecanismo de modulação da parede celular da armadilha da Dionaea muscipula. O objetivo foi entender por que o fechamento ocorre em segundos.
A pesquisa mostrou que o movimento não é um único ato. O fechamento acontece em duas etapas distintas: uma flexão ativa inicial, seguida pelo fechamento brusco das partes da armadilha. Esse segundo estágio depende de mudanças físicas na planta.
Mecanismo explicado
Durante o fechamento, a planta amolece as paredes externas da armadilha, tornando-as mais elásticas. Com isso, a região externa se expande rapidamente, fazendo as duas metades se unirem. O efeito é acionado pelo toque nos filamentos sensíveis internos.
Para medir o fenômeno, os cientistas usaram uma sonda que avaliou a rigidez das paredes interna e externa antes e depois do fechamento. A parede externa perdeu cerca de 40% da rigidez em apenas um segundo, enquanto a interna permaneceu estável.
Os pesquisadores também testaram a hipótese de que o movimento seria impulsionado pelo fluxo de fluidos dentro da folha. Ao mapear o deslocamento de água, verificaram que o transporte é lento, levando 30 a 150 segundos pelo comprimento da armadilha, o que não explica o fechamento rápido.
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