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Estudo avalia eficácia de cálcio e vitamina D

Nova revisão com 69 ensaios e 153.902 adultos aponta benefício mínimo de cálcio e vitamina D na prevenção de quedas e fraturas; reforça exercícios preventivos

Quedas podem exigir mais do que suplementação. (Foto: Fala Ciência via Gemini)
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Em uma revisão publicada pela revista The BMJ em junho de 2026, pesquisadores avaliaram décadas de evidências sobre cálcio e vitamina D. A análise envolveu 69 ensaios clínicos randomizados com 153.902 adultos. O objetivo foi verificar se suplementos reduzem quedas e fraturas em idosos.

A pesquisa reuniu dados de estudos variados para entender se cálcio, vitamina D ou a combinação de ambos trazem benefício clínico relevante. O tomo de informações aponta para sinais consistentes de que os suplementos tiveram pouca ou nenhuma vantagem na prevenção de fraturas.

O estudo destaca que a consistência dos resultados persiste mesmo ao separar características como idade, sexo, histórico de quedas, fraturas anteriores e ingestão de cálcio na alimentação. Isso reforça a dúvida sobre benefícios universais dos suplementos.

Resultados principais

O que foi observado aponta para benefício quase ausente na prevenção de quedas e fraturas, tanto com cálcio isolado, vitamina D isolada quanto com a associação de ambos. A magnitude dos efeitos foi mínima na maior parte das análises.

Perfil dos participantes

Análises adicionais mantiveram a tendência entre diferentes subgrupos, incluindo idosos com maior risco de quedas. Mesmo assim, não houve identificação de subgrupo com benefício claro e consistente.

Implicações práticas

O estudo não afasta completamente a utilidade de intervenção individualizada. Pacientes com osteoporose, deficiência de vitamina D comprovada ou uso de certos fármacos podem exigir estratégias diferentes.

Alternativas e próximos passos

Medidas não farmacológicas mostraram resultados mais robustos: exercícios de fortalecimento, treino de equilíbrio, programas de prevenção de quedas e avaliação de riscos ambientais. Elas aparecem como opções relevantes para a saúde funcional.

A reportagem destaca que a discussão sobre cálcio e vitamina D continua, mas aponta para a necessidade de abordagens mais amplas na prevenção de quedas e fraturas. Profissionais de saúde devem orientar cada caso com base em evidência e contexto clínico.

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