Um sistema circulatório oculto pulsa sob a superfície do planeta, onde redes de fungos micorrízicos arbusculares se ligam às raízes das plantas. Eles transportam água e nutrientes e ajudam a manter carbono fora da atmosfera, atuando como sumidouro natural.
Pesquisadores usaram aprendizado de máquina e um robô de imagem de alta resolução para medir e mapear o tamanho dessas redes em ecossistemas ao redor do mundo. O objetivo foi estimar comprimento, largura das estruturas e massa total das redes fúngicas.
O estudo analisou centenas de artigos e 16 mil amostras de solo, associando densidade fúngica a condições ambientais. Estima-se que, se colocados ponta a ponta, os filamentos poderiam alcançar 109 quatrilhões de quilômetros.
Metodologia e principais achados
As pastagens mostraram as maiores densidades de fungos, seguidas por ecossistemas como Everglades, pântano do Sudd e a estepe tibetana. Em solos agrícolas, a densidade das redes caiu cerca de 50% em comparação a solos não cultivados.
O conjunto de dados permitiu estimar o comprimento total e a massa das redes subterrâneas. As técnicas integraram imagens de hifas capturadas em laboratório com o mapeamento de densidade em diferentes regiões do mundo.
A equipe ressalta que há incertezas e áreas pouco estudadas, como terras áridas. Pesquisas futuras devem esclarecer como práticas agropecuárias afetam a saúde dessas redes subterrâneas.
Implicações e próximos passos
Os autores pretendem usar os resultados para orientar políticas de conservação e gestão de terras, com foco na proteção de fungos subterrâneos e da biodiversidade associada. A ideia é evitar danos irreversíveis a esse ecossistema oculto.
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