Um implante cerebral possibilitou que um homem com esclerose lateral amiotrófica (ELA) se comunique com a família e trabalhe, segundo estudo publicado nesta segunda-feira, 15 de junho, na revista Nature.
O dispositivo, com 256 microeletrodos, foi colocado no cérebro de Casey Harrell em 2023. O conjunto está instalado na casa do paciente, que foi diagnosticado com a doença há seis anos.
O sistema traduz a atividade cerebral em palavras que aparecem em uma tela, permitindo que Harrell converse com familiares e retome atividades profissionais, como a atuação jurídica.
Casey criou 183.060 frases ao longo de 678 dias de acompanhamento, com 92% das produções classificadas como corretas, segundo os pesquisadores da Universidade da Califórnia, Davis.
Os dados indicam que o dispositivo funciona bem mesmo sem supervisão constante de cientistas durante o uso diário, em ambiente doméstico.
Além da comunicação, o algoritmo pode reconhecer sinais de vontade de controlar o mouse, facilitando o manuseio da interface e o uso da máquina pelo paciente.
Os autores destacam que o estudo representa o conjunto de dados mais extenso até hoje sobre esse tipo de interface cérebro-computador.
Os próximos passos visam transformar a tecnologia em um dispositivo portátil, sem fios, para que Harrell possa sair de casa com maior autonomia.
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