O Brasil já registra mais de 82 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano de 2026, segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz. Todos os estados estão em nível de alerta, risco ou alto risco, conforme o levantamento mais recente.
Com a circulação simultânea de Influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus, os sintomas se confundem e a avaliação clínica isolada não basta para identificar o agente causador. Especialistas destacam a necessidade de apoio laboratorial para confirmar o diagnóstico.
A explicação é que, durante o inverno, diferentes agentes respiratórios podem piorar a gravidade dos quadros, exigindo conduta clínica rápida e adequada. A capacidade diagnóstica precisa orientar o tratamento de pacientes mais vulneráveis.
Diagnóstico molecular multiplex
Testes moleculares multiplex de PCR em tempo real permitem detectar, de forma simultânea, vírus e bactérias associados a síndromes respiratórias. O resultado costuma sair em aproximadamente uma hora, acelerando a tomada de decisões no atendimento.
Segundo especialistas, a abordagem multiplex reduz a chance de resultados negativos imprecisos ao investigar apenas um patógeno por vez. Além da velocidade, a precisão diagnóstica impacta diretamente o uso de antibióticos e a resistência antimicrobiana.
A OMS classifica a resistência antimicrobiana como uma das maiores ameaças à saúde pública global, reforçando a importância de diagnósticos rápidos e confiáveis para orientar terapias apropriadas.
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