Durante a expedição internacional a bordo do navio R/V Falkor (too), 31 novas espécies marinhas foram identificadas ao longo da costa brasileira, no Atlântico Sul. A área estudada corresponde à zona intermediária, entre a luz solar e o fundo, pouco explorada pela ciência.
A equipe, ligada ao Schmidt Ocean Institute, reuniu cerca de 20 pesquisadores. O objetivo é mapear o oceano profundo da região para o Censo do Oceano, projeto global de alto aproveitamento de dados. As atividades ocorreram entre 17 de maio e 15 de junho.
Os cientistas descreveram diversas formas de vida inéditas, incluindo um anfípode, um verme translúcido, nove águas-vivas, sete sifonóforos e dois rizários gigantes. Organismos coloniais também entraram no registro da expedição.
Abaixo, a seleção de registros mostra a variedade encontrada na zona intermediária do oceano. Os achados destacam a riqueza biológica dessa camada, ainda pouco compreendida pela pesquisa.
A maior parte dos animais observados apresenta corpos gelatinosos e delicados, típicos do ambiente. Entre as novas espécies, destacam-se também ctenóforos, lulas-de-vidro e larváceos do plâncton marinho, parentes próximos dos vertebrados.
Tecnologia de ponta viabilizou as descobertas. Equipamentos como DeepPIV e EyeRIS produziram imagens 3D detalhadas com laser, enquanto câmeras de sombreamento registraram estruturas internas não captadas em varreduras comuns.
Os dados foram processados a bordo, incluindo o sequenciamento genômico dos espécimes. O uso de tecnologia avançada facilita a descrição das espécies em dias, acelerando o conhecimento sobre as profundezas oceânicas.
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