O Estado de São Paulo assumiu o posto de segundo maior produtor de biometano do país, segundo estudo da Fundação Seade. O biometano é um biocombustível renovável obtido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de matéria orgânica, como resíduos urbanos.
A produção SP é recente, com início em 2022. Aquele ano registrou 1,1 milhão de metros cúbicos de biometano, e as taxas cresceram ao longo dos anos, mantendo trajetória de expansão.
Em 2025, a produção paulista chegou a 42,7 milhões de metros cúbicos, o que representa mais de um terço do total nacional. A diferença para o Rio de Janeiro ficou em 4 milhões de metros cúbicos, mantendo SP na segunda posição.
Desempenho paulista e contextos
O boletim aponta que o crescimento de SP ocorreu em três anos consecutivos de alta, impulsionado pela maior valorização de resíduos sólidos urbanos na matriz energética. O estudo também destaca o papel de parcerias entre setores público e privado na ampliação da capacidade.
Desdobramentos apontam para continuidade do investimento em infraestrutura de purificação e redes de distribuição, visando ampliar a participação do biometano na matriz energética paulista e nacional.
Produção: Paulo Emira e Paula Estima. Co-produção: Cinderela Caldeira, Breno Marino e Henrique Giacomin. Edição: Cinderela Caldeira. Panorama Paulista é uma parceria entre Rádio USP e Fundação Seade.
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