A bordo da Estação Espacial Internacional, testes biomédicos com ferramentas de realidade aumentada e virtual avançaram no segmento de saúde da tripulação nesta quarta-feira. Os experimentos foram conduzidos pela Expedição 74, com foco em monitoramento de saúde e em estudo de microbiologia e equilíbrio em microgravidade.
Jessica Meir e Jack Hathaway, engenheiros de voo da NASA, iniciaram a verificação no módulo Columbus, avaliando o estado de veias com o dispositivo EchoFinder-2, que usa realidade aumentada e inteligência artificial. A tarefa envolve orientar o movimento do transdutor e coletar dados médicos em tempo real.
Hathaway em seguida transferiu-se para o módulo Harmony para processar amostras bacterianas com um sequenciador de DNA portátil, visando entender resistência a antibióticos no ambiente espacial. Meir auxiliou Chris Williams em teste de equilíbrio com óculos de realidade virtual, para medir detecção de movimento em microgravidade.
Sophie Adenot, engenheira de voo da ESA, participou da configuração do EchoFinder-2 e da área de manutenção do Harmony, além de coletar amostras para o estudo de antibióticos. A astronauta também registrou imagens da Lua para observar o refletor de luz na superfície terrestre.
Ao final do turno, os quatro astronautas participaram de uma videoconferência com especialistas na Terra para discutir procedimentos de reparo no Canadarm2, em uma caminhada espacial planejada para 30 de junho. A NASA anunciará os integrantes da missão e fará briefing público antes do fim do mês.
Além dos trabalhos com câmeras de realidade aumentada, Andrey Fedyaev, da Roscosmos, conduziu estudo neurológico com headset de RV, respondendo a estímulos eletrônicos e monitorando atividade cerebral e movimento ocular. Kud-Sverchkov e Mikaev também realizaram verificações no módulo Nauka e testaram equipamentos de comunicação.
A tripulação recebeu ainda a notícia de que a nave de carga SpaceX Dragon, dissociada da ISS na terça-feira, realizou splashdown pacífico no Pacífico na manhã de quarta, às 5h11 PDT. A Dragon trouxe amostras científicas de pesquisas como fabricação de células-tronco e impressão de tecido de cartilagem para tratamentos de diversas condições.
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