Há muito tempo, pesquisadores duvidavam se bilíngues processam idiomas distintos com padrões cerebrais separados. Um estudo recente aponta que esses padrões são mais parecidos do que se imaginava.
A pesquisa avaliou 23 falantes de espanhol e inglês, usando magnetoencefalografia para observar a atividade cerebral. Os participantes transformavam palavras de singular para plural ou repetiam sem alteração, enquanto eram monitorados.
Os dados mostraram que, independentemente do idioma em foco, os padrões cerebrais eram quase idênticos. Mesmo quando não havia cognatos entre as línguas, o resultado permaneceu estável.
O que isso implica
Os resultados sugerem que o cérebro pode representar a operação gramatical de forma compartilhada, não apenas o vocabulário. A área frontal esquerda parece central para a estrutura gramatical, segundo os autores.
Especialistas externos destacam que os achados reforçam a ideia de um único motor gramatical capaz de suportar múltiplos idiomas. Perguntas permanecem sobre a generalização para pares linguísticos mais diferentes.
A equipe pretende investigar outras operações linguísticas, como a sintaxe de frases e a variedade de termos referidos por um único elemento, em idiomas com maiores diferenças estruturais.
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