Taï National Park, Côte d’Ivoire — Uma expedição pelo interior da floresta revela o foco da busca: o cérebro da colônia de grey-necked picathartes, aves raras que nidificam em cavernas e paredes rochosas. O trajeto é marcado por trilhas antigas, mantidas pela atividade de grandes e pequenos mamíferos.
Guia local, Gliman Hyacinthe, e o herpetólogo Michele Menegon guiam a equipe até um abrigo rochoso com três ninhos de argila. Os ninhos, escuros e endurecidos pelo tempo, passam por reformas recentes para a próxima temporada de reprodução.
Entre pegadas de duikers, sinais de javalis-dourados e o canto de hornbills, o grupo registra espécies associadas ao mesmo ecossistema. Entre elas, o Jentink’s duiker e o loulou, além de outras aves que compõem a teia alimentar da área.
O esforço combina ciência e conservação: Menegon atua como diretor de conservação de biodiversidade da Leadership for Conservation in Africa e a parceria com EBURCO sustenta o trabalho do OIPR. A presença das aves destaca a riqueza da maior reserva florestal intacta da região.
A clareza do caminho revela que o parque abriga também espécies de tambores de folhas, macacos e civetas, todos contribuindo para a dispersão de sementes. Em Taï, a natureza ainda preserva uma combinação única de espécies da Mata Atlântica africana.
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