Uma doutoranda brasileira afirma ter encontrado plágio de sua metodologia de ensino em um caso que envolve pesquisa brasileira e academia espanhola. Gláucia Lidiane Silva, da UFRN, acusa a Universidade Miguel Hernández de Elche de usar sem autorização um método que ficou conhecido como “Método Taylor Swift”. Ela afirma que a abordagem utiliza videoclipes e referências da cantora para facilitar o ensino de botânica.
A pesquisadora relata que o método foi desenvolvido entre 2020 e 2021 e ganhou visibilidade após ser apresentado no Congresso Internacional de Botânica, em Madri, julho de 2024. Em 2025, o estudo foi publicado na revista Annals of Botany, uma das mais destacadas na área. Alega que a linha metodológica foi apresentada como inovação de terceiros na publicação.
Gláucia afirma que identificou semelhanças entre seu trabalho e um capítulo de livro da universidade espanhola. Segundo ela, o material descreve a metodologia como novidade, sem citar a autoria original. Ela afirma que o professor envolvido não reconheceu a origem do estudo, desrespeitando a autoria.
Antes de tornar público o caso, a pesquisadora tentou resolver a situação de forma amigável com o professor e com a instituição. A UFRN informou a situação a representantes da universidade espanhola, à editora e ao pesquisador, com evidências que sustentam a denúncia. Sem acordo, o próximo passo é uma ação internacional.
Para custear o processo, Gláucia abriu uma campanha de arrecadação online. O objetivo é levantar cerca de R$ 30 mil para cobrir despesas jurídicas, abertura de ação e recursos. Ela é bolsista da Capes e afirma não ter condições de arcar sozinha com os custos.
A campanha já mobiliza apoiadores de diversas áreas, entre pesquisadores, estudantes e fãs da cantora. Até o momento, a arrecadação supera R$ 12 mil, o que corresponde a mais de 40% da meta estabelecida. A mobilização é apresentada pela pesquisadora como apoio ao reconhecimento de trabalhos brasileiros.
Para Gláucia, a ação não se sustenta apenas no caso individual. Ela diz defender o direito de educadores e cientistas que dedicam anos a metodologias inovadoras. A campanha no Vakinha busca transformar a indignação em suporte público à produção científica brasileira.
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