Cientistas explicam como chegam ao fim as “fábricas de estrelas”. Pesquisa da USP mostra que colisões entre galáxias fazem grandes produtoras de estrelas perderem capacidade de gerar novos astros. O estudo analisa o fim da star formation em galáxias antigas.
Por meio de modelos computacionais, pesquisadores da USP observaram que a maioria das galáxias quiescentes passou por fases intensas de formação estelar. Colisões e fusões ajudam a criar buracos negros supermassivos que consomem gasosas reservas.
O trabalho analisa o “meio-dia cósmico”, entre 1 e 4 bilhões de anos após o Big Bang, quando surgem as primeiras galáxias. Galáxias empoeiradas formam milhares de estrelas por ano; quiescentes praticamente não formam.
Desfechos das galáxias e suas causas
Os pesquisadores apontam que nem todas as galáxias empoeiradas seguiram o mesmo caminho. O momento da primeira grande fusão é decisivo para determinar a continuidade da formação estelar.
Segundo o estudo, surtos de nascimento estelar e o crescimento de buracos negros supermassivos podem expulsar ou consumir o gás necessário para novas estrelas, levando à queda de atividade.
A equipe destaca o papel crítico da fusão inicial na passagem de alta para baixa atividade estelar. Os resultados ajudam a compreender o rápido crescimento dessas galáxias nos primeiros bilhões de anos.
Perspectivas futuras e validação
Os autores sugerem que as previsões poderão ser testadas com observações de telescópios como o Alma e o James Webb. Os dados poderão confirmar o impacto das fusões na cessação da formação estelar.
Pablo Andrés Araya Araya, primeiro autor, ressalta que o estudo explica parte do rápido crescimento observado em primeiras eras do Universo. O trabalho complementa entendimentos sobre evolução galáctica.
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