A gestão do governo de São Paulo anunciou regras mais rígidas para evitar o desabastecimento de água na região metropolitana. A mudança central separa as análises do Cantareira das do SIM, criando dois índices de acompanhamento em vez de um único.
O objetivo é ampliar a restrição noturna de água quando necessário. A novidade é o uso do GDN, a Gestão de Demanda Noturna, com sete faixas de restrição. A faixa atual vem de uma leitura mais conservadora para orientar as medidas.
O Cantareira, que responde por cerca de metade do sistema, opera com 39% da capacidade, abaixo do SIM, em torno de 50%. A mudança ocorre em meio a previsões de El Niño, que pode intensificar calor e alterações na distribuição de chuvas.
A base de dados adotada para as análises passa a considerar 15 anos, incluindo anos com El Niño e La Niña, em substituição ao período de 2021. Mesmo assim, a chuva tem sido menor no Cantareira, com 62% da média recente.
Caso o Cantareira apresente nível mais crítico que o SIM, o governo poderá adotar a contingência associada a esse índice, conforme o monitoramento diário.
Como funciona a gestão noturna
A GDN reduz a pressão nas redes de distribuição durante a noite, atuando das faixas 2 a 6. O tempo de redução varia: 8, 10, 12, 14 ou 16 horas conforme a faixa de criticidade.
A eficácia é acompanhada por dados de vazão e consumo. O rodízio permanece como exceção, restrito à faixa 7. Avaliações de faixa ocorrem a cada 30 dias, em vez de períodos fixos anteriores.
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