O jacaré de papo amarelo que vive no lago do Jardim Botânico, próximo ao Zoológico de São Paulo, permanece sem nome e rara-mente aparece. Estimado em 2,5 metros e 100 kg, ele prefere o sol para regular a temperatura do corpo.
Funcionários com décadas de serviço e moradores do bairro Água Funda relatam que o réptil é enigmático: surge apenas em dias quentes, com pouca frequência. A presença dele é associada ao lago de cerca de 80 mil m² que compõe o espaço.
Atraído pela água e pela alimentação disponível, o animal convive com uma suposta companheira, também pouco vista. O macho é descrito como imponente, porém muito calmo ao longo do ano.
Origens incertas
Não há confirmação de como o jacaré chegou ao lago. Hipóteses levantadas vão desde deslocamento por enchente até soltura intencional, mas não há evidências de fuga do zoológico.
Estudos não oficiais apontam que a área abriga espécies da Mata Atlântica. A possibilidade de transferência entre unidades da região é considerada pouco provável pelos especialistas.
Vida no lago
Segundo a bióloga Cybele Lisboa, a alimentação do jacaré envolve peixes, insetos e, na idade adulta, pequenos mamíferos e aves. O cardume de tilápia no lago sustenta boa parte da dieta do animal.
Funcionários indicam que as aparições do réptil são raras e, quando ocorrem, são registradas em fotos. A área possui uma placa que orienta visitantes a não se aproximarem dos animais.
O Jardim Botânico, o Zoológico de São Paulo e a Reserva Paulista compartilham o espaço na região da Água Funda, área preservada do bioma, onde o jacaré permanece como figura enigmática para quem passa pela região.
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