Um caso de gripe em uma menina de 3 anos ganhou contornos graves após evoluir para pneumonia, infecção bacteriana grave e sepse. Lydia Stone, moradora de Sydney, passou de uma influenza A para uma condição que exigiu internação e cuidados intensivos. A história foi divulgada pela mãe à Nine News, destacando a importância da vacinação infantil.
A criança começou com febre e mal-estar, típico de gripe. Após uma semana de sintomas, o diagnóstico inicial foi influenza A, com orientação de repouso em casa. Ao buscar nova avaliação, a orientação foi ir ao hospital imediatamente, diante da piora do quadro.
Lydia foi inicialmente encaminhada ao Hospital Hornsby e, em seguida, transferida para a UTI do Hospital Infantil de Westmead. O quadro evoluiu para pneumonia, infecção invasiva por estreptococos do grupo A e queda de função respiratória, exigindo duas cirurgias para drenar líquido empírico ao redor dos pulmões.
Após alta, houve novo susto: a queda de cabelo em tufos, associada a um quadro de eflúvio telógeno causado pelo estresse físico intenso. O médico explicou que a condição costuma ser temporária e remissiva com o tempo. A família lembranças de que a imunização infantil não ocorreu naquele ano.
Profissionais do Hospital Infantil de Westmead afirmaram que, se Lydia tivesse recebido a vacina contra a gripe, é provável que o desfecho fosse menos grave. A mãe afirmou que, a partir de agora, pretende manter a vacinação de todos os filhos em dia.
A gripe continua sendo uma doença que pode levar a complicações graves em crianças, especialmente as com menos de 5 anos. Dados da Austrália indicam que mais de 4 mil crianças foram hospitalizadas por gripe no último ano, destacando a vulnerabilidade desse grupo. Crianças pequenas devem receber a vacinação anual, além de medidas como higiene das mãos, ventilação de ambientes e isolamento de doentes quando necessário.
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