Os motivos que levaram cidades brasileiras a declarar emergência pública na última década foram mapeados pelo R7 Planalto. Estiagem, doenças infecciosas virais e seca lideram as ocorrências, respondendo por 79% dos reconhecimentos ao governo federal, com base na Lei de Acesso à Informação.
O estudo, feito com dados oficiais, aponta Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul como os estados mais afetados por emergências climáticas, somando 7.556, 4.646 e 4.376 ocorrências, respectivamente. Entre 2016 e o ano passado, o governo federal destinou 13,9 bilhões de reais para ações de apoio aos gestores locais.
Ranking dos principais motivos:
1) Estiagem: 14.345 casos.
2) Doenças infecciosas virais: 13.874 casos.
3) Seca: 5.618 casos.
4) Chuvas intensas: 4.828 casos.
5) Inundações: 847 casos.
6) Enxurradas: 837 casos.
7) Vendaval: 703 casos.
8) Granizo: 444 casos.
9) Incêndio florestal em áreas de proteção ambiental: 322 casos.
10) Incêndio florestal em regiões não protegidas: 298 casos.
11) Alagamentos: 197 casos.
Diferença entre seca e estiagem
A estiagem ocorre com ausência ou redução de chuvas previstas para uma temporada, afetando reservas hídricas, rios e produção agropecuária. Já a seca é a ausência prolongada de chuva, com consequências ecológicas, econômicas e sociais.
Impacto nas políticas públicas
O levantamento ressalta que os reconhecimentos de emergência impactaram planejamento, licitações e mobilização de recursos. Estados e municípios passaram a priorizar ações de resposta rápida e assistência à população.
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