O Dia Mundial das Florestas Tropicais, celebrado em 22 de junho, destaca a proteção e restauração urgentes das florestas tropicais. Esses ecossistemas abrigam pelo menos metade de todas as espécies conhecidas e influenciam a chuva e o clima global.
Em 2025, a perda de floresta primária tropical ficou abaixo de 2024, um ano recorde, segundo avaliações anuais. O recuo total de área de floresta foi de 35% em 2025, puxado pela menor derrubada na maior floresta do mundo, a Amazônia brasileira.
O estudo aponta que, apesar da queda em um único ano, a tendência global permanece preocupante. A área total de floresta tropical primária destruída anualmente continua 46% maior do que há uma década, e incêndios queimaram mais que o dobro da cobertura florestal em três anos.
Para 2026, as previsões indicam aquecimento nas áreas-chave de floresta, como parte da Amazônia setentrional e da região de Sundaland, em decorrência do El Niño, que pode intensificar condições de fogo e secas.
Contexto e compromissos
Mais de 140 países assinaram, em 2021, a Glasgow Leaders’ Declaration, adotando o objetivo de frear e reverter o desmatamento até 2030. Para alcançar a meta, seria necessário reduzir as taxas de derrubada em cerca de 41% em relação à tendência atual.
Ainda que tenha ocorrido uma redução na perda de cobertura em 2025, o total destruído foi de aproximadamente 4,3 milhões de hectares. Especialistas destacam a necessidade de consistência de bons resultados ao longo dos anos.
Autoria de dados e análises citadas se baseia em relatórios de organizações de monitoramento de florestas, que utilizam imagens de satélite para acompanhar desvios na cobertura florestal global. Fontes apontam para ações governamentais decisivas como importantes para avanços.
Entre na conversa da comunidade