O físico belga François Englert, laureado com o Nobel de Física, morreu aos 93 anos. A morte ocorreu na quinta-feira passada, 18 de junho, em Uccle, subúrbio de Bruxelas, Bélgica. A informação foi anunciada pelo CERN, órgão europeu de pesquisa.
Englert recebeu o Prêmio Nobel em 2013, compartilhado com Peter Higgs, pela formulação teórica do mecanismo que confere massa às partículas subatômicas. A descoberta é central para o Modelo Padrão da física de partículas.
A trajetória científica de Englert começou na Bélgica, mas ganhou destaque internacional após a parceria com Robert Brout nos Estados Unidos. Juntos, eles propuseram, em 1964, o mecanismo que explica como partículas adquirem massa por meio de um campo universal.
Contribuição científica
Englert publicou com Brout a hipótese de um campo que confere massa às partículas elementares. Higgs, Guralnik, Hagen e Kibble também contribuíram de forma paralela, consolidando o que ficou conhecido como mecanismo de Brout-Englert-Higgs.
No CERN, a comunidade científica reconhece a importância do trabalho dele para o entendimento da origem da massa das partículas subatômicas. A pesquisa sobre o bóson de Higgs culminou na sua detecção, em 2012, cremando o Campo de Higgs como componente do Modelo Padrão.
Legado e vida pessoal
Englert nasceu em Etterbeek, Bélgica, em 1932, e enfrentou a perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial, sobrevivendo com a família. Formou-se em engenharia e, posteriormente, tornou-se professor na Universidade Livre de Bruxelas, onde instalou o grupo de física teórica.
Deixou três filhos com a primeira esposa e mais dois com a segunda. Em 2013, o rei da Bélgica concedeu-lhe o título de barão, reconhecimento às suas contribuições à ciência. O legado dele permanece ligado às bases teóricas que ajudam a explicar a matéria do universo.
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