A atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), em 2025, trouxe avanços para pacientes da rede pública. Contudo, a oferta dos novos tratamentos permanece desigual pelo país, refletindo diferentes ritmos de implementação.
O SUS incorporou a terapia tripla fixa para casos graves, mas a adoção varia entre estados. Em São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás e Pernambuco, a diretriz já está amplamente operacional, com terapias triplas em dispositivo único disponíveis gratuitamente.
Por outro lado, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro ainda trabalham para organizar fluxos administrativos e logísticos. Em MG, a terapia tripla em pó já tem protocolo, mas a versão em spray ainda não está disponível.
Desigualdade de acesso e contexto
A DPOC é uma doença inflamatória crônica que dificulta a respiração, sendo a quinta causa de morte no Brasil. O sistema registra mais de 200 mil hospitalizações anuais, com custo aproximado de R$ 103 milhões ao setor público.
Segundo parecer da CONITEC, a incorporação da terapia tripla pode reduzir internações, gerando economia para os cofres públicos ao evitar crises agudas. Acesso rápido ajuda a manter pacientes estáveis.
Especialistas apontam que a descentralização facilita o atendimento, mas perde eficácia se o paciente fica sem medicação após o atendimento. O tratamento adequado pode reduzir internações e mortalidade.
A desigualdade de acesso atinge principalmente a população de baixa renda e idosos, para quem a DPOC acarreta significativa perda de autonomia. A urgência é tornar os fluxos estaduais mais ágeis.
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