Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fungo da esporotricose, conhecido por afetar gatos, aparece em animais selvagens

Fungo Sporothrix encontrado em órgãos internos de animais silvestres amplia percepção de circulação da esporotricose na natureza e impactos à saúde pública

A descoberta de fungos do gênero Sporothrix em órgãos internos de animais silvestres reacendeu o debate sobre a circulação da esporotricose na natureza e seus impactos na saúde pública – depositphotos.com / katerynakon
0:00
Carregando...
0:00

A esporotricose, doença fúngica conhecida sobretudo em gatos, ganhou novas evidências ao ser detectada em órgãos internos de animais silvestres. O achado foi apresentado em artigo na revista Mycopathologia, com apoio da FAPESP, e amplia o debate sobre a circulação do fungo no ambiente natural.

A micose é causada por fungos do gênero Sporothrix, que vivem no solo, galhos e matéria orgânica, e podem infectar pele, ferimentos ou mucosas. Em humanos, a forma mais comum é a cutânea linfática, com lesões que podem evoluir sem tratamento adequado.

A descoberta aponta que órgãos internos abrigam fungos do gênero Sporothrix, não apenas feridas externas. Três espécies foram identificadas: S. brasiliensis, S. globosa e S. schenckii, sugerindo formas mais sistêmicas da infecção na fauna nativa.

Esporotricose em fauna silvestre: o que muda

S. brasiliensis, associada a casos felinos urbanos, foi encontrada em ambiente silvestre, indicando potencial reservatório natural do patógeno. A presença de S. globosa, com ocorrência global, também foi confirmada, ampliando o alcance geográfico da compreensão do problema.

Já S. schenckii, classicamente conhecido como agente da doença, foi detectado em mamíferos e aves, apontando alta adaptabilidade do fungo. A tríade de espécies reforça a necessidade de vigilância integrada entre saúde humana, animal e ambiental.

Implicações para saúde pública e monitoramento

A detecção em animais silvestres eleva o risco de contato com pets e pessoas, especialmente em áreas de transição entre natureza e cidades. Casos em cães, gatos e humanos podem aumentar com a circulação entre habitats.

O estudo sugere ações de monitoramento: ampliar notificações, treinar equipes para coleta em necropsias, integrar bancos de dados e acompanhar áreas de fronteira entre cidade e mata. A vigilância passa a adotar a abordagem Saúde Única.

A pesquisa enfatiza que a esporotricose merece atenção crescente, atravessando ambientes urbanos e silvestres. O aprofundamento em genômica dos fungos e a cooperação entre microbiologia, ecologia e saúde pública são chave para entender a dispersão de Sporothrix.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais