Mais de 45 mil pessoas aguardam por um rim no Brasil. A longa espera ocorre principalmente quando o doador não é compatível com o receptor. O transplante pareado surge como estratégia para acelerar a fila, conforme testes em andamento.
Na prática, duas pessoas precisam de rim e cada uma tem um familiar disposto a doar. Exames mostram incompatibilidade entre doadores e receptores, mas cruzando dados de pacientes é possível formar pares que se ajudam mutuamente.
O procedimento foi testado pela primeira vez no Hospital das Clínicas de São Paulo, envolvendo também um doador de Minas Gerais. A técnica já é utilizada há décadas em outros países, como Estados Unidos e Japão, como forma de ampliar o acesso ao transplante.
Como funciona
O transplante pareado envolve cruzar doadores e receptores de diferentes famílias. Quando dois pares são compatíveis entre si, as doações são trocadas, permitindo que cada receptor receba uma rim compatível.
Especialistas destacam que a estratégia pode reduzir tempos de espera e aumentar a taxa de sucesso, mas dependem de critérios médicos rigorosos e de coordenação entre equipes multidisciplinares.
Primeiro caso brasileiro
A primeira operação no Brasil ocorreu no Hospital das Clínicas, com participação de um receptor de São Paulo e um doador vindo de Minas Gerais. O procedimento seguiu protocolos internacionais de avaliação clínica e compatibilidade.
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