Bangladesh enfrenta mortalidade persistente por raios, apesar de décadas de ações governamentais. Em Sylhet, região nordeste, agricultores trabalham em campos abertos durante a colheita do arroz, sob risco constante de descargas elétricas.
Sudhin Chandra Das, morador de Shalla, Sunamganj, descreve o medo de ser atingido a qualquer momento ao colher no campo sem abrigo. A área é uma das mais propensas a raios no sul da Ásia, com dezenas de mortes por km² por ano.
Estatísticas da temporada indicam que, entre 2015 e 2024, mais de 3,4 mil pessoas foram mortas por raios, segundo a Bangladesh Sangbad Sangstha, com maior incidência nas áreas nordeste do país. O problema persiste mesmo com ações preventivas.
Dados e impactos
O governo anunciou medidas como instalação de pararrayos, plantio de palmeiras e previsão meteorológica avançada. No entanto, muitos equipamentos não funcionam e a eficácia é questionada: em Sunamganj, nenhum dos 18 pararrayos instalados demonstrou funcionamento.
Especialistas apontam falhas na preparação das autoridades e na conscientização da população rural. Pesquisas associam mortes a atividades agrícolas intensivas e à exposição constante a raios durante horários críticos de trabalho.
Medidas em andamento
Entre 2021 e 2022, o governo instalou cerca de 300 pararrayos em distritos vulneráveis e planejou, em 2024, mais 6.793 unidades, sem implementação efetiva até o momento. Técnicos ressaltam a necessidade de abrigos próximos aos campos.
O Ministério da Gestão de Desastres e Assistência reforça planos para abrigos para agricultores, com estruturas multifuncionais que também sirvam para armazenamento de arroz e abrigo temporário, especialmente no nordeste.
Entre na conversa da comunidade