A Novo Nordisk apresentou à Conitec um novo pedido para incorporar a Wegovy, caneta antiobesidade à base de semaglutida, na rede pública de saúde com desconto de 59% para o governo. O Ministério da Saúde também informou que acompanhará a proposta com um estudo sobre como o tratamento pode se encaixar no SUS.
A solicitação envolve uma análise econômica para atender aos critérios de custo-efetividade do SUS. O foco está em pacientes com obesidade que já sofreram infarto, com potencial de reduzir eventos cardiovasculares graves e a necessidade de internações.
Segundo a empresa, a indicação atende pacientes de alto risco, com potencial de evitar recorrência de eventos graves e ocupação de leitos de UTI. Leonardo Bia, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Novo Nordisk no Brasil, destacou a importância da intervenção para evitar novos agravos.
População elegível e evidência
A proposta sugere adultos com mais de 45 anos, sem diabetes, com IMC entre 30 e 40 e histórico de infarto. A empresa cita o estudo Select, que mostrou redução de 20% no risco de infarto, AVC e morte em pacientes com doença cardiovascular estabelecida, sem diabetes, com semaglutida 2,4 mg.
Estudo em andamento no Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde afirmou que iniciará um estudo para avaliar a adaptação do tratamento ao SUS. O protocolo envolve acompanhamento de cerca de 250 pacientes com obesidade grave e indicação para cirurgia bariátrica, atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS).
Contexto regulatório e desfechos esperados
O governo também trabalha com a perspectiva de priorizar registros de medicamentos à base de semaglutida junto à Anvisa, diante da queda de patente e da entrada de genéricos. A União observa que o parecer anterior da Conitec foi desfavorável devido ao impacto orçamentário estimado em mais de R$ 8 bilhões.
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