O Sistema Campo Limpo recolheu 5.996 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos em 2025. O material foi apreendido em 424 centrais de recolhimento distribuídas pelo Brasil. A coleta faz parte da logística reversa vinculada à indústria química agrícola.
O Brasil lidera a reciclagem mundial de embalagens de agroquímicos, com 93% dos vasilhames reciclados. França está em segundo lugar, com 75%, seguida de Alemanha e Canadá, com 70%. Japão fica em quinto, com 50%, e EUA, com cerca de 30%.
Desde 2000, com a Lei 9974, o governo criou o sistema pioneiro que envolve 235 empresas com produtores, cooperativas e o poder público. A prática evoluiu para a responsabilidade compartilhada, consolidada pela Lei 12305/2010.
O último relatório de sustentabilidade do inpEV aponta que, entre quase 76.000 toneladas de embalagens coletadas em 2025, a maior parte foi reciclada ou reutilizada. Apenas 6% do material foi incinerado. O sistema recebeu o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol.
O sistema tornou-se rotina no agro brasileiro, incorporando a logística reversa à cultura do produtor rural. O caminho continua firme, com destinação de embalagens ao local de compra ou às centrais de recolhimento. Quem vende, facilita a solução.
A expansão da logística reversa caminha para outros ramos, como sacarias de ração, fertilizantes e produtos veterinários. Ainda há necessidade de melhoria na destinação final de resíduos nesses setores agropecuários.
O texto aponta que a prática é exemplar, ainda pouco conhecida. Em comparação, a gestão de resíduos urbanos continua com desafios e carência de políticas diretas. A preservação ambiental envolve tanto o meio rural quanto a urbanização.
Ao destacar o saneamento básico, o material ressalta que políticas urbanas muitas vezes não recebem a mesma atenção. A redução de resíduos na cidade seria benéfica para a saúde pública e o meio ambiente.
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