Diabetes aumenta o risco de doença renal crônica e exige monitoramento contínuo. A condição pode causar danos nos rins sem apresentar sintomas nas fases iniciais, o que facilita o avanço silencioso da doença. Especialistas ressaltam a importância de vigilância constante, sobretudo com o aumento de fatores metabólicos na população.
Pesquisas indicam que quase metade dos brasileiros entre 16 e 34 anos não sabe que o diabetes pode afetar diretamente os rins, destacando um déficit de informação sobre as complicações associadas à doença.
Segundo o nefrologista Alexandre Habitante, o excesso de glicose no sangue provoca lesões graduais nos minivasos de filtração. O processo ocorre de forma lenta, com frequência sem sinais visíveis, dificultando o diagnóstico.
A ausência de sintomas provoca insegurança e pode levar ao desinteresse por exames rotineiros. Muitas pessoas acreditam estar com a saúde em dia, mesmo quando a função renal já está comprometida.
Riscos cardiovasculares
A doença renal crônica está associada a maior probabilidade de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. Esse cenário reforça a necessidade de acompanhamento médico regular para pacientes com diabetes, diante de fatores como envelhecimento e aumento de doenças metabólicas.
Exames simples ajudam na detecção precoce. A dosagem de creatinina no sangue e a presença de proteínas na urina permitem identificar alterações antes do surgimento de sintomas. O monitoramento contínuo é recomendado para evitar evoluções graves.
Detecção e manejo
Quem convive com diabetes deve incluir a saúde dos rins na rotina de cuidados. O controle da glicemia, aliado ao acompanhamento médico, é apontado como a melhor forma de prevenir complicações renais ao longo dos anos. O tema exige atenção de pacientes, familiares e profissionais de saúde.
Entre na conversa da comunidade