Desde abril, o surto de Ebola na República Democrática do Congo soma 1.114 casos confirmados e 279 mortes, já o terceiro maior registrado desde a identificação da doença. A cifra evidencia a gravidade do episódio.
O epicentro é associado ao Bundibugyo virus, uma das três espécies que causam Ebola. Cientistas defendem que o vírus permanece em um reservatório animal, com pulos ocasionais para humanos, gerando surtos.
Apesar das intensas buscas, ainda não se sabe qual espécie abriga o Bundibugyo quando não ataca pessoas. A ausência de essa informação dificulta a compreensão do ciclo de transmissão e a prevenção de novos episódios.
Origem do Bundibugjo Virus
Pesquisadores ressaltam a necessidade de identificar o reservatório para prever futuras epidemias. O conhecimento sobre o vírus é crucial para orientar estratégias de vigilância e controle na região.
A Ebola foi reconhecida pela primeira vez em 1976, em dois surtos distintos na área que hoje corresponde à República Democrática do Congo e ao atual Sudão do Sul. Os sintomas incluem febre, vômitos, sangramentos e alta mortalidade.
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