Na conferência Our Ocean, realizada em Mombasa, Kenya, destacaram-se áreas marinhas protegidas (AMPs) como ferramentas essenciais para a conservação dos oceanos. A cerimônia de entrega dos Blue Park Awards reuniu mais de 6 mil participantes.
Ao todo, seis MPAs foram reconhecidas neste ano, sob a curadoria do Marine Conservation Institute, entre elas áreas no Canadá, Chile e África. O objetivo é mostrar que proteção efetiva depende de modelos de governança variados e bem estruturados.
A iniciativa incentiva países a avançarem na meta 30×30, que pretende proteger 30% dos ambientes terrestres, água doce e marinhos até 2030, conforme o quadro global da Biodiversidade.
O que entra na lista de 2026
Entre as contempladas estão Banc-des-Américains MPA, no Canadá, co-gerida pelo governo federal, pela província de Quebec e pelas Nações Mi’kmaq, com participação contínua das comunidades indígenas.
Rapa Nui MPA, que envolve a Ilha de Páscoa e Motu Motiro Hiva, no Chile, é gerida por comunidades indígenas e pelo governo chileno, sob forte participação local.
Modelos de governança e casos na África
Kawawana ICCA, Senegal, foi criado em 2008 por uma cooperativa de pescadores e reconhecido como área indígena e de comunidades locais, integrando gestão tradicional e governança participativa.
Nosy Tanihely, Madagascar, é uma pequena ilha que opera com autossustentação financeira por meio de taxas turísticas, sendo gerida por Madagascar National Parks e associações locais.
Nosy Hara National Park, também em Madagascar, abriga o maior site de nidificação de tartarugas marinhas do país, com core zone de pesca restrita e áreas de uso sustentável geridas em conjunto com comunidades.
Sahamalaza-Iles Radama, Madagascar, abriga manguezais, recifes e megafauna marinha, com participação da MNP e de organizações locais de conservação, financiada em parte por fundos de proteção.
Observações e perspectivas
Fatou Ndoye, secretária-executiva da Abidjan Convention, destacou que o financiamento é desafio crítico para a gestão duradoura das áreas protegidas.
Lance Morgan, presidente do Marine Conservation Institute, reforçou que o sucesso não se mede apenas pela extensão protegida, mas pela gestão eficaz, financiamento estável e benefícios para comunidades costeiras.
Entre na conversa da comunidade