A Europa aquece mais rápido do que qualquer outro continente, segundo o serviço Copernicus e a imprensa internacional. A matéria do The New York Times aponta que gelo ártico derrete, a neve diminui e a circulação atmosférica muda, ajudando a explicar o aquecimento acima da média global.
Dados do Copernicus indicam uma elevação de cerca de 0,56°C por década desde meados dos anos 1990, superior ao ritmo global. O resultado é mais calor acumulado na superfície, com impactos de ondas de calor e eventos extremos na região.
Aquecimento causado por gases de efeito estufa permanece central, mas fatores regionais intensificam o fenômeno. O recuo do gelo marinho no Ártico reduz o albedo, aumentando a absorção de calor na região.
Causas regionais e mudanças na atmosfera
A redução da poluição atmosférica, que diminuiu aerossóis reflexivos, deixa mais energia solar retida perto da superfície. Ao mesmo tempo, a menor cobertura de neve em 2025 elevou a absorção de calor em áreas como Escandinávia e a parte europeia da Rússia.
O derretimento do gelo ártico também altera a circulação atmosférica, enfraquecendo a diferença de temperatura entre Polo Norte e equador. Isso favorece a instabilidade do jet stream, com frequentes subdivisões de correntes na Europa.
Impactos observados na Europa
Relatos indicam ondas de calor mais longas e frequentes, ultrapassando recordes em países como Reino Unido. Foram registradas temperaturas ao redor de 35,5°C em junho, marcando o dia mais quente para o mês no país.
Pesquisadores avaliam a contribuição das mudanças climáticas na probabilidade de eventos desse tipo. A ciência aponta que o aquecimento basal eleva a probabilidade de ocorrências extremas, mesmo que a magnitude exata ainda seja objeto de estudo.
Perspectivas e próximos passos
Especialistas destacam a necessidade de monitoramento contínuo e políticas climáticas consistentes. As evidências indicam que o aquecimento permanece acima da média histórica, exigindo resposta pública com ênfase em mitigação e adaptação.
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