Milhões de pessoas na França buscaram refúgio do calor nesta semana, com o pôr do sol trazendo alívio. Alertas de calor seguem válidos em Reino Unido, Espanha e Alemanha. A Europa ocidental vive, neste ano, uma segunda onda de calor severa.
Os eventos alimentam a discussão entre cientistas sobre a duração desses extremos. A França teve a maior média de temperatura já registrada desde o início da série histórica em 1947, na terça-feira passada. O Reino Unido também registrou noites de calor intenso em momentos anteriores.
Contexto climático
Especialistas apontam que o aquecimento global aumenta a severidade, a frequência e a duração das ondas de calor. Grandes margens entre recordes atuais e históricos chamam a atenção e motivam avaliações sobre limites da elevação térmica causada pela ação humana.
Fatores que explicam o aquecimento
Vários fatores explicam o aquecimento europeu: redução de poluentes que refletem mais radiação, menor presença de aerossóis na atmosfera, menor cobertura de neve e mudanças nos padrões de circulação atmosférica. Esses elementos contribuem para ondas de calor mais frequentes e intensas.
Pesquisas e projeções
Estudos por simulações computacionais indicam que ondas de calor fortes costumam ocorrer após outra onda no mesmo verão, preparando o terreno para novas altas temperaturas. O solo seco intensifica o aquecimento do ar em rodadas subsequentes, dificultando a recuperação humana e comunitária.
Perspectivas de duração
Pesquisadores ressaltam que ainda não há certeza sobre quanto tempo o calor extremo pode permanecer. Embora o cenário exija preparação de cidades, hospitais e setores de energia, não há consenso sobre um limite definitivo para episódios consecutivos de verão tão intensos.
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