Em estudos recentes, pesquisadores descrevem um fenômeno raro na água-viva Turritopsis dohrnii, conhecida como “água-viva imortal”. O animal pode retornar a estágios juvenis após alcançar a maturidade, recomeçando parte do seu ciclo de vida.
Diferente da maioria dos animais, a espécie pode reiniciar o desenvolvimento quando enfrenta estresse, falta de alimento ou lesões. O processo envolve a transdiferenciação celular, que transforma células adultas especializadas em outros tipos de células, permitindo o retorno ao estágio de pólipo.
Como funciona o rejuvenescimento
Durante o processo, ocorre a desdiferenciação das células, seguida pela reprogramação biológica e pelo redesenvolvimento do corpo para uma forma mais jovem. A capacidade depende da alta plasticidade celular da água-viva.
Essa estratégia biológica intriga pesquisadores por se relacionar ao envelhecimento biológico e à regeneração tecidual. Embora pareça oferecer algum prolongamento da vida, a espécie não é imune a predadores, doenças e mudanças ambientais.
Implicações para a ciência
O estudo foca em como células podem ser reprogramadas e quais genes regulam o processo. Pesquisas buscam entender o potencial dessa mecânica para aplicações em medicina regenerativa e no estudo do envelhecimento.
Do ponto de vista evolutivo, reiniciar o ciclo de vida representa uma estratégia pouco comum, que contrasta com o modelo de vida de muitas espécies. A água-viva imortal continua a ser objeto de investigações para esclarecer seus mecanismos moleculares.
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