Os pesquisadores registraram pela primeira vez vídeos prolongados de mamíferos arborícolas em seus habitats naturais, utilizando binóculos térmicos e câmeras com sensor de movimento em plataformas a 15 metros de altura. A atividade ocorreu durante a madrugada na copa de florestas da América Latina, com foco na conservação de espécies raras.
O experimento foi realizado na Reserva Natural Cocobolo, no Panamá, e também no Peru. A técnica combina monitoramento elevado com detecção de calor, superando limitações de métodos tradicionais como armadilhas fotográficas e drones térmicos.
Entre os animais observados estão juparás, olingos, jaguatiricas, gatos-maracajá, preguiças, tamanduás-seda, porcos-espinhos andinos e macacos-da-noite. Muitos vivem grande parte da vida na copa e atuam principalmente à noite, dificultando estudos.
Técnica e locais
A abordagem permite acompanhar o animal de forma contínua após a localização. Lucy Hughes, da University of Edinburgh Napier, destaca que a presença discreta facilita a observação de comportamentos naturais sem perturbação.
Contribuições e impactos
Dados preliminares apontam interações entre porcos-espinhos-andinos antes do acasalamento, sugerindo maior sociabilidade. Também foram registradas dietas variadas do macaco-da-noite panamenho, incluindo a ingestão de insetos.
Importância para conservação
Especialistas afirmam que há poucas informações sobre muitas espécies arborícolas noturnas, o que dificulta avaliações de risco e ações de proteção. O estudo enfatiza a necessidade de preservar habitats específicos para a sobrevivência dessas espécies.
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