Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram extrair DNA humano antigo diretamente de paredes de cavernas com pinturas rupestres, mostrando que o material genético pode permanecer preservado por milhares de anos. O feito foi publicado na Nature Communications na terça-feira, 23.
A equipe ampliou as análises para verificar se as paredes ainda guardavam material genético deixado por pessoas que passaram pelos sítios há tempos. Os resultados abrem caminho para identificar quem produziu a arte pré-histórica e como esses espaços foram frequentes.
O estudo indica que vestígios genéticos podem resistir por longos períodos, mesmo em ambientes rochosos, sob condições específicas de preservação. A descoberta oferece novas possibilidades para pesquisas sobre os autores da arte rupestre e os padrões de ocupação dos locais.
Implicações para a pesquisa arqueológica
Pesquisadores consideram a metodologia capaz de ampliar o entendimento sobre quem conviveu com as cavernas. A abordagem pode colaborar com dados já obtidos por meio de artefatos, restos fossilizados e análise de assinaturas biológicas antigas.
A publicação destaca o potencial de combinar genética antiga com registros artísticos para mapear trajetórias de populações humanas pré-históricas. Novos estudos devem confirmar a reprodutibilidade dos métodos em diferentes sítios e condições de preservação.
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