A onda de calor que atingiu a Europa levou os glaciares suíços a perderem grande parte de seu gelo. Pesquisadores de Glamos afirmam que a acumulação de neve e gelo do último inverno deve desaparecer quase integralmente até segunda-feira, sinalizando um ponto crítico de melting.
De acordo com o chefe da rede Glamos, Matthias Huss, as taxas de ablação estão entre as mais altas já registradas. Ele destaca que o país está três meses adiantado em relação a um estado considerado saudável e que o panorama é agravado pela combinação de baixa nevagem e poeira do Saara.
Dados de estações meteorológicas suíças indicam recordes de calor, com o Rhone Glacier em destaque após a passagem de uma década marcada por verões intensos. Huss relata que, em dez dias, houve recuo vertical de aproximadamente um metro no gelo.
A situação, segundo o especialista, é resultante de vários fatores — menos neve, aquecimento extremo e deposição de poeira africana em março. Ele compara 2026 a 2022, ano de recordes, observando semelhanças na dinâmica de derretimento.
Estima-se que, entre 2000 e 2024, o volume de glaciares suíços tenha encolhido 38%. Nos últimos 50 anos, cerca de 1.200 glaciares já foram perdidos, restando aproximadamente 1.300.
Se o aquecimento persistir, as previsões indicam que poucas massas de gelo devem permanecer até o fin de século, com impactos relevantes para os cursos de água na região alpina.
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