O estudo demográfico apresentado nos Cadernos RS no Censo 2022 mostra o perfil das 481 favelas e comunidades urbanas do Rio Grande do Sul. Ele contabiliza 416.534 moradores nessas áreas, com foco na Região Metropolitana e polos regionais.
A pesquisa foi elaborada pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE/SPGG) com base nos dados oficiais do IBGE. O motivo é mapear onde vivem, quem são e como vivem os residentes dessas localidades.
A concentração ocorre principalmente em Porto Alegre, que abriga 26% do total, e Novo Hamburgo, com 11,2%. Pelotas, Guaíba e Uruguaiana completam o grupo principal, somando 51,7% das comunidades do estado.
Na faixa etária, predomina a presença de crianças e jovens até 29 anos. O estado registra um envelhecimento de 46,73 nesses territórios, acima da média nacional em contextos semelhantes (44,96).
Em gênero, as mulheres representam 51,4% da população mapeada. Quanto à autodeclaração racial, 59,7% se declararam brancos, 24% pardos e 16,1% pretos.
O nível de alfabetização dos maiores de 15 anos chega a 4,8% de analfabetismo, com variações por idade, tendo menos analfabetismo entre jovens e mais entre idosos.
Sobre moradia, 96% vivem em casas horizontais. O acesso a banheiro exclusivo é de 99% e a água encanada, de 98%. Há carência de acessibilidade em vias de apenas 3% das residências, contra 26% em outras áreas urbanas.
O estudo aponta subsídios para políticas públicas populacionais voltadas a comunidades periféricas, destacando necessidades de infraestrutura, acessibilidade e educação para os moradores dessas áreas.
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