O uso de paracetamol na gravidez não está associado ao aumento do risco de autismo ou de TDAH em crianças, aponta um estudo recente. A pesquisa analisou dados de Hong Kong entre 2001 e 2023, acompanhando mais de 708 mil pares de mães e filhos.
Foram avaliados 708.020 pares, dos quais 43,3% tiveram exposição ao paracetamol durante a gestação. Os pesquisadores utilizaram o método de comparação entre irmãos para reduzir influência de fatores genéticos e ambientais compartilhados.
O acompanhamento teve duração mínima de dois anos para autismo e cinco anos para TDAH, com 124.333 crianças avaliadas para autismo e 97.285 para TDAH. Não houve aumento do risco vinculado ao uso do medicamento, mesmo ao analisar trimestre, dose acumulada e frequência de uso.
Resultados do estudo
Ao comparar irmãos, não foi observado incremento nos riscos de autismo ou TDAH relacionado ao paracetamol na gestação. Os resultados permaneceram estáveis ao se considerar diferentes padrões de uso, incluindo esporádico, intermitente ou persistente.
Contexto e interpretações
Pesquisadores destacam que associações observadas em estudos anteriores podem ter sido influenciadas por fatores familiares compartilhados. O estudo reforça a recomendação de uso sob indicação médica, na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível.
Posicionamentos oficiais
O Ministério da Saúde afirma não haver relação entre paracetamol e TEA no Brasil, indicando segurança do medicamento quando utilizado conforme orientação médica. A Anvisa informa que não há notificações de suspeitas de eventos adversos ligados ao uso durante a gravidez.
Ambas instituições ressaltam seguir recomendações médicas individualizadas para proteger a saúde da mãe e do bebê, evitando desinformação sobre o tema.
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