O que aconteceu: um estudo recente aponta sinais de recuperação de baleias azul e jubarte no litoral atlântico do sul da África. Observações indicam aumento de avistamentos na região de Benguela, entre Angola, Namíbia e África do Sul. A equipe busca entender se as espécies retornaram após quase desaparecerem durante a caça comercial no século XX.
Quem está envolvido: a pesquisa foi liderada por Bridget James, da Universidade de Cape Town, África do Sul. A equipe registrou avistamentos entre 1964 e março de 2025, com apoio de colaboradores locais e dados de campo. A pesquisadora destaca a Benguela como corredor migratório crucial.
Quando e onde: os dados cobrem o período de 1964 a março de 2025, na região da Benguela, no sudeste do Atlântico. A região recebe correntes que trazem nutrientes, favorecendo a presença de krill, base da dieta de ambas as espécies.
Por quê: o objetivo é avaliar se as subespécies mostram sinais de recuperação após a caça excessiva entre 1913 e 1978. As baleias são poucas fecundadas, o que torna o processo de recuperação lento, exigindo monitoramento contínuo.
Contexto de recuperação: o estudo registra 17 avistamentos de baleias azul e uma avaria em encalhes, além de 76 avistamentos de baleias jubarte e seis encalhes no período. Baleias azul aparecem mais entre outubro e dezembro e março a abril; jubartes, ao longo de todo o ano.
Resultados e interpretações: as baleias azul representam cerca de 3% das populações pré-caça, enquanto as jubartes já atingiram mais de 30% do nível histórico. A pesquisadora aponta metas de recuperação de 50% para ambas, considerando o histórico de reprodução lento.
Desafios e perspectivas: com o aumento da população, surgem obstáculos, como colisões com embarcações e ruídos oceânicos, que podem impactar a sobrevivência. Um caso de morte de baleia azul próximo a Namíbia é citado como possível choque com navio.
Visão de especialistas: uma pesquisadora externa, não envolvida no estudo, comenta que tendências semelhantes são observadas globalmente após o fim da caça. O aumento de avistamentos pode refletir migração maior ou recuperação real, exigindo monitoramento prolongado.
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